Na noite da última segunda-feira (20), nos estúdios da Rede Humaitá foram realizadas intervenções locais que analisaram os questionamentos e as respostas do ministro Sérgio Moro durante entrevista para o programa Roda Viva da TV Cultura. A Rede Humaitá contou com um grupo de lideranças locais que durante o programa discutiram questões de âmbito nacional e regional, fazendo um comparativo com as indagações feitas ao ministro pelo programa da TV Cultura, correlacionando com temas locais e discutindo a relevância e pertinência dos questionamentos.

Integraram o quadro de participantes do programa da Rede Humaitá:

Nilmar Manfrin da Silva

Delegado de Polícia Civil com atuação no Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (GAECO) no Estado do Paraná Especialista em Direito Público e Privado pela Universidade Regional Integrada – URI.

Fabio Forselini

Advogado graduado pela Faculdade de Direito de Curitiba e professor universitário.

Andrey Herget

Advogado, mestre em direito processual e professor universitário.

Robson Cantu

Vice-prefeito de Pato Branco e empresário desde 1981.

Com esse time, Claudemir Zanco comandou a sabatina com os convidados nos intervalos e após o programa Roda Viva.

De pontos de vista muito parecidos, os convidados corroboraram em muitos aspectos durante o programa, sempre enaltecendo o trabalho do ministro Sérgio Moro, alegando serenidade, competência e muito jogo de cintura por parte do ministro para se defender dos ataques que estava sofrendo durante sua sabatina.

1º BLOCO

No primeiro bloco, Dr. Nilmar Manfrin fez uma análise da transição de juiz para ministro de Sérgio Moro, “como juiz ele tinha a última palavra” disse o delegado, “hoje ele tem toda uma questão administrativa e também ele tem a função política de se relacionar com o congresso”.

Dr. Andrey ressaltou a fala do delegado Manfrin, comentando que “A ideia pode ser boa, a intenção pode ser boa, mas o ministro precisa passar pelo crivo de mais de quinhentos parlamentares”, e ainda fez uma análise das respostas de Moro, dizendo que todas foram muito bem respondidas e criticou parte dos jornalistas do programa que segundo Herget faziam questionamentos já esclarecidos.

Dr. Fabio Forselini disse na síntese do primeiro bloco que “os jornalistas que estão entrevistando o ministro são tendenciosos, têm um interesse próprio, de cada instituição que representa”, disse também que a entrevista seria focada em não fazer perguntas, mas sim, ataques ao ministro.

2° BLOCO

No início do segundo bloco o empresário Robson Cantu, fez uma análise dos serviços prestados pelo ministro, “Ele pode deixar o Brasil preparado para receber os investimentos que o país precisa”.

“De útil nenhuma pergunta foi feita ao ministro Sérgio Moro” disse Andrey, que ainda disse que os jornalistas estavam tentando denegrir a imagem positiva do ministro. Herget disse também que, a questão do juiz de garantias foi a única questão pertinente do bloco, porém abordada de forma errônea.

Dr. Fabio complementou o comentário de Herget, reafirmando que a entrevista era tendenciosa e que assim seguiria até o final.

Já entrando no âmbito do combate ao crime organizado, Dr. Manfrin afirmou que com o Ministério de Justiça e Segurança Pública, pode avançar as questões como o aparelhamento da polícia civil, que segundo o delegado no estado do Paraná, o material humano da polícia é escasso. “O ministério pode aparelhar a polícia civil dos estados para que possam desempenhar ações de combate ao crime organizado da mesma forma que a Polícia Federal” complementou ainda Dr. Nilmar.

3º BLOCO

Na volta do terceiro bloco, Dr. Andrey Herget reafirmou a posição de que a entrevista não se tratava de assuntos relevantes e sim de um embate político por parte dos jornalistas e ainda disse que a discussão sobre o juiz de garantias era muito importante e não estava sendo tratada da maneira que merece.

Dr. Fabio Forselini frisa ainda “o aspecto processual, jurídico e o aspecto do custo que existe com a criação do juiz de garantias […], faltam juízes nas pequenas comarcas”, fazendo uma relação com aspectos importantes que não estavam sendo abordados pelos jornalistas, “eles deveriam discutir questões jurídicas, processuais, princípio da ampla defesa, etc., o que não está sendo discutido”.

“O juiz Sérgio Moro veio para preparar o Brasil juridicamente para o futuro”, afirmou Robson Cantu, disse ainda, que os jornalistas que estavam indagando o ministro estavam mal-intencionados, “e ele se mostrou preparado para ser um futuro vice-presidente ou até mesmo presidente do Brasil”.

ULTIMO BLOCO

No retorno do último bloco, Dr. Manfrin discordou parcialmente dos outros convidados, dizendo que parte da população gostaria de ter feito os questionamentos feitos pelos jornalistas. Ainda na sua fala Dr. Nilmar disse que com a chegada de Moro no ministério houve um grande avanço, porém, ainda precisa ser melhorado. “Conforme disse o Presidente Bolsonaro, o país não tem suporte para um juiz de garantias” disse o delegado, que ainda complementou dizendo que esta implantação traria uma grande lentidão em processos penais simples, por exemplo.

Em suas considerações sobre a entrevista, Dr. Herget disse que o ministro Moro deveria ser melhor aproveitado e que os questionamentos que fizeram a ele, eram questões já bastante debatidas e era notório que parte da imprensa iria voltar a fazê-las. “Poderiam ser discutidas questões do governo Bolsonaro, do ministério de Sérgio Moro, assuntos ligados a Polícia Federal, estas questões são é que de relevância nacional” complementou Andrey.

Dr. Fabio voltou a ressaltar que as questões debatidas foram na verdade ataques políticos direcionados ao juiz Sérgio Moro e ao Presidente Bolsonaro. “O governo está fazendo uma limpa, cortando verbas e entrando nos eixos, talvez este seja o motivo dos ataques” complementou Forselini.

Já Robson Cantu, voltou a afirmar a capacidade intelectual e a postura do ministro “Se saiu muito bem” disse Cantu, que ainda afirmou que Moro é um forte candidato a Presidência da República.

Um ponto relevante no debate entre os convidados, foram os comentários sobre a segurança nas cidades, que tem relação direta com as polícias. Dr. Nilmar Manfrin disse que em Pato Branco o número de assaltos à mão armada é muito menor quando comparada com outras cidades do Brasil, “Isso se deve ao trabalho em conjunto das policias militar e civil” afirmou o delegado que contrariou a fala de Fabio Foselini.

O programa Roda Viva foi o assunto mais comentado do twitter e na transmissão da Rede Humaitá, os comentários foram na sua maioria positivos, tanto da entrevista com Moro, quanto do debate dos convidados da Rede Humaitá

O debate seguiu com a abordagem de outros assuntos de relevância, regionais e federais. O debate completo você pode acompanhar pelo Facebook da Rede Humaitá.